sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

MÃE VAI À POLÍCIA APÓS FILHO SER TATUADO

Com 14 anos, um garoto resolveu fazer sua primeira tatuagem escondida da mãe. Esta situação virou um caso de polícia e ação judicial na cidade de Riberão Preto (interior de São Paulo). O garoto tatuou o nome da mãe, Eva, no antebraço. A mãe não gostou da tatuagem, ainda mais por ela ter sido feita em um menor de idade, e fez um boletim de ocorrência.
O Ministério Público denunciou o tatuador Fabrício Carlos Augustinho à Justiça. Uma lei estadual de 1997 proíbe tatuar menores, mesmo se os pais consentirem. O laudo da perícia considera a tatuagem uma lesão corporal gravíssima, porque não pode ser removida totalmente em uma cirurgia, de acordo com o promotor Manoel José Berça.
Eva se assustou ao saber que a tatuagem, feita em setembro de 2011, não era de henna (falsa). Segundo a mãe, seu filho pagou R$ 30 pela tatuagem. Ela diz que a decisão serve de alerta a tatuadores. “Muitos pais acabam deixando para lá. Fui atrás pois sou mãe de três. Se deixo um, os outros vão no mesmo caminho.”
“Fui porque eu quis”, diz o garoto de 14 anos à matéria da Folha. O tatuador deve responder por lesão corporal gravíssima e pode sujeitar-se a uma pena de dois a oito anos de prisão.
Como já citei na outra matéria, concordo que menores de idade não devem ter tatuagens. Não somente pela lei estadual, mas também porque ainda são pessoas com constantes mudanças, tanto corporais, quanto em termos de mentalidade.
Não tiro a culpa do garoto querer fazer escondido uma tatuagem e também de sua mãe ter acreditado que era de henna. Se fosse uma tatuagem falsa, sairia em aproximadamente duas semanas e o problema estaria resolvido. O real problema está no profissional que aceita fazer trabalhos em menores de idade, ainda mais sem autorização, porém não concordo com até 8 anos de prisão para o tatuador, infelizmente as leis no Brasil não são pensadas às vezes, enquanto alguns matam e roubam ficam somente alguns meses, um tatuador ficará quase uma década na prisão.
Foto de Edson Silva, da Folhapress
Fonte: Folha