sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

TATUAGEM E EMPREGO

Tatuagem e Emprego
Este é um assunto muito comum e sempre polêmico, principalmente para as pessoas que pensam fazer a primeira tatuagem, ou aqueles que querem saber se tatuagem influencia na seleção do RH. A Rede Globo publicou ontem, por meio do programa TV Vanguarda, noticiário  regional do Vale do Paraíba, uma reportagem a respeito.
O preconceito no mercado de trabalho diminuiu bastante desde as últimas décadas, e um dos fatores para isto foi o acesso à informação. O acesso às redes sociais e ao conteúdo nelas disponibilizado também ajudou as tatuagens a ser algo bem mais comum do que há 10 ou 20 anos. Mas não se engane. O preconceito ainda existe, principalmente na seleção de vagas de emprego. Para seleções de vagas existem algumas restrições com tatuagens, mas também há o caso contrário, em que a tatuagem favorece a seleção. Logo abaixo você pode ler a matéria publicada pela Globo.
Tatuagem e emprego
A vendedora Dayse Belo tem 27 tatuagens. Para conseguir o emprego de vendedora na loja em que trabalha, o estilo dela foi fundamental. “O mais importante no comércio é a aparência. Aí a tatuagem é uma coisa a mais. É como se fosse uma jóia, uma coisa que chama a atenção”, conta Deyse.
E Deyse não se considera uma exceção. Para ela, a resistência às tatuagens diminuiu bastante. “Hoje em dia está mais comum. Já é mais tranquilo. Ainda tem preconceito de algumas pessoas. O caráter da pessoa não muda. Ele é independente do visual”, explica.
“Há questão de uns 15 anos atrás, nós tínhamos mesmo um preconceito muito grande, mas com a evolução, com a internet, com o acesso às redes sociais, as pessoas gostam mesmo de fazer tatuagem, então reduziu bastante”, diz o consultor de Recursos Humanos Márcio Terra.
Apesar da maior aceitação das tatuagens no mercado de trabalho, ainda resta um pouco de preconceito por parte de algumas empresas e setores. Por isso, vale ter bom senso e evitar os exageros. “Locais como o braço todo tatuado, alguns locais que aparecem como o pescoço. Esse tipo de tatuagem realmente acaba chocando algumas pessoas. Principalmente em um processo de seleção, em que ela está sendo avaliada”, conta Márcio.
O tatuador Fernando Souza conta que tatua em média três pessoas por dia. Segundo ele, grande parte dos clientes se preocupa em fazer uma tatuagem que não prejudique na hora de conseguir um trabalho. E quando há dúvida, ele mesmo dá uma ajuda.
“Às vezes ele quer fazer uma coisa muito extravagante, em um lugar muito exposto. Então a gente tem que dar uma segurada na pessoa, fazer ela pensar melhor no que ela está fazendo, para ter certeza que o que ela vai fazer é uma coisa certa para ela e não vai acarretar em nenhuma consequência negativa”, diz Fernando.
O programador Vitor Mendes sempre quis fazer uma nas costas, e o fato da arte não ficar sempre à mostra colaborou. “Dependendo do lugar que eu for trabalhar, dá uma escondida. A gente fala que tem, mas não fica evidente, então acaba não atrapalhando muito”, explica Vitor.
Independente de ter ou não tatuagem, o mais importante é que ela seja apenas um detalhe.
 “Ela não vai influenciar no perfil. Ela mais caracteriza a pessoa como ela realmente é”, explica Fernando.
“Não define as qualidades. Até porque se eu chego com uma tatuagem nas costas e falo que não tenho e depois eu sou aprovado pelas minhas capacidades isso não quer dizer nada. Então eu acho que tatuagem não é uma coisa que define a pessoa em si”, conta Vitor.
Tatuagem e Emprego
Sobre a matéria, é uma das poucas que posso concordar em partes, pois, realmente a tatuagem ainda é vista no mercado de trabalho como algo agressivo, que muda caráter, personalidade e também capacitação profissional, infelizmente. Mesmo com o preconceito sendo menor, ele ainda existe e é preciso estar ciente disto. Ainda no Brasil, algumas seleções de emprego a aparência do entrevistado é fundamental e dependendo da área que você queira atuar, a tatuagem pode, sim, influenciar. E também, dependendo do caso, a pessoa poderá ser desclassificada. Claro que a empresa sempre dará outra justificativa para a desclassificação, evitando um belo processo judicial.
Caso a pessoa não esteja decidida em que área irá atuar ou então esteja em suas primeiras tatuagens, a recomendação para evitar riscos com relação ao futuro profissional é fazer tatuagens em locais que não sejam tão “agressivos” (como pescoço, braço e outros locais muitos expostos). Mesmo não gostando de dar esta recomendação e não aceitando de forma alguma este preconceito imposto, é válido afirmar que estas dicas e recomendações são mais para as pessoas que ainda não têm certeza sobre a área profissional, ou então está em uma profissão em que a tatuagem ainda não é bem vista, normalmente cargos como advogado, empresário etc.
Acho que antes de você fazer uma tatuagem é preciso pensar muito. Ela é uma arte e é um prazer carregar na pele algo que você admira, concordo. E discordo da posição dos profissionais de Recursos Humanos e das empresas que, mesmo passando por esta “atualização”, ainda têm problemas em aceitar a tatuagem. Às vezes acho que o preconceito parte mais destes supostos “empregadores” do que da própria empresa em si.
Da mesma maneira que encontro excelentes profissionais tatuados, encontro péssimos profissionais sem modificação alguma. Isto é uma prova de que aparência não mostra a sua capacidade profissional, muito menos a sua personalidade. Mas acho que estamos pequenos e bons passos na sociedade. O preconceito vai diminuindo, mas sempre haverá alguma barreira para superar e acho que a maior barreira que o Brasil e outros países devem superar é a questão do emprego. Isto sim não deve mais existir, independente de você ser negro, branco, tatuado, não tatuado, magro, gordo. Muitas seleções de emprego sequer testam seus conhecimentos: vão mais pela aparência do que qualquer outra coisa.
Fonte: G1